31/ago/2026 Edição digital
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Pesquisa aponta que tabagismo é mais comum entre jovens de 16 a 24 anos

Levantamento do Instituto A.C. Camargo Câncer Center revela que 19% dos jovens dessa faixa etária são fumantes, número acima da média nacional

Pesquisa aponta que tabagismo é mais comum entre jovens de 16 a 24 anos

Uma pesquisa conduzida pelo Instituto A.C. Camargo Câncer Center, em parceria com a empresa Nexus, revelou que os jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentam a maior taxa de tabagismo entre todas as faixas etárias do país. Segundo o levantamento, que ouviu mais de 2 mil pessoas em todo o território nacional, 19% dos entrevistados dessa faixa etária se declararam fumantes ativos, considerando tanto cigarros comuns quanto eletrônicos — percentual superior à média nacional, de 17%.

Em contrapartida, a faixa etária de 25 a 40 anos registrou o menor índice de tabagismo, com 15% de fumantes. Já entre pessoas com mais de 60 anos, o percentual foi de 16%, enquanto o grupo de 41 a 59 anos apresentou 17%.

O levantamento também chama atenção para os riscos do tabagismo passivo: cerca de um terço da população brasileira (33%) convive frequentemente com fumantes em casa ou no trabalho, o que aumenta as chances de desenvolvimento de câncer de pulmão mesmo entre pessoas que nunca fumaram.

Helano Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, destaca que a alta incidência entre jovens de 16 a 24 anos merece atenção prioritária. De acordo com a pesquisa, o primeiro contato com o cigarro ocorre, em média, aos 16 anos — o que torna esse público mais vulnerável ao risco de desenvolver dependência sem conseguir abandoná-la posteriormente.

Ex-fumantes e diferenças regionais

Quando o assunto é abandono do cigarro, a população com mais de 60 anos lidera o grupo de ex-fumantes, com 32%. Em seguida aparecem as faixas de 41 a 59 anos (15%), 25 a 40 anos (10%) e 16 a 24 anos (8%).

Entre as regiões brasileiras, o Sul apresenta o maior consumo de cigarro, com 22% de fumantes, seguido pelo Sudeste (19%), Nordeste (13%) e Norte/Centro-Oeste (13%). A pesquisa ainda relaciona o tabagismo a fatores socioeconômicos: entrevistados com renda de até um salário mínimo têm a maior taxa de fumantes (19%), assim como aqueles que concluíram apenas o ensino fundamental (21%).

O estudo também aponta uma ligação entre o cigarro e outros hábitos de risco: 84% dos fumantes relataram manter até quatro comportamentos prejudiciais à saúde, como sedentarismo e consumo excessivo de frituras e ultraprocessados. Por outro lado, 18% das pessoas que nunca fumaram afirmam não ter nenhum hábito nocivo, o dobro do índice entre fumantes (9%). Já os ex-fumantes se destacam por manter apenas um hábito prejudicial (44%), sugerindo que o abandono do cigarro costuma vir acompanhado de mudanças mais amplas no estilo de vida.

Chama atenção ainda que 63% dos fumantes avaliam a própria saúde como "ótima" ou "boa", percentual que supera até mesmo o registrado entre quem nunca fumou (61%) — ainda que essa diferença esteja dentro da margem de erro da pesquisa.

Fonte: Agência Brasil — Saúde

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